Angola acaba de dar um passo decisivo no fortalecimento do seu sistema de saúde, ao realizar com sucesso a primeira cirurgia de correção de escoliose em território nacional — um procedimento até então dependente de evacuações para o exterior.
A intervenção decorreu no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha, em Luanda, e envolveu uma paciente de 22 anos que vivia há mais de uma década com uma deformidade grave na coluna. Durante cerca de cinco horas, a equipa médica executou uma técnica altamente especializada, utilizando 18 parafusos para alinhar a estrutura vertebral.
A operação foi liderada pelo neurocirurgião D’Jamel Kitumba, com apoio do especialista brasileiro Dante Giubilei, numa colaboração que reforça a transferência de conhecimento e a capacitação interna dos profissionais angolanos.
Segundo explicou o próprio médico angolano, este procedimento representa um marco histórico, demonstrando que o país começa a consolidar capacidade técnica para intervenções de elevada complexidade — um sinal claro de avanço na autonomia do sector da saúde.
O feito marca também o arranque de um programa nacional dedicado a cirurgias de escoliose, com foco em jovens com casos graves já identificados. Informações divulgadas pela TV Zimbo indicam que mais de 30 pacientes estão sinalizados como prioritários, estando previstas novas operações nos próximos dias.
A Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, acompanhou de perto o processo e destacou que o investimento em tecnologia e formação visa reduzir a dependência de tratamentos no exterior, reforçando a resposta interna do sistema nacional.
Para a direcção da unidade hospitalar, este avanço inaugura uma nova etapa na medicina angolana, aumentando a confiança dos cidadãos e abrindo portas para que o país se afirme como referência regional em cirurgias especializadas.
A paciente operada encontra-se sob مراقoração intensiva e apresenta evolução clínica considerada positiva. O sucesso da intervenção não só muda uma vida, como também redefine o futuro de centenas de doentes que, até aqui, viam o tratamento como algo distante e inacessível. (Vozafricano)