A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique decidiu manter a paralisação nacional por tempo indeterminado, reforçando a greve iniciada a 16 de janeiro deste ano. A decisão surge em resposta ao que consideram ser a falta de compromisso do Governo, que até agora não apresentou uma resposta formal às reivindicações submetidas há cerca de três anos.
De acordo com a associação, já passaram mais de 90 dias desde o início da greve sem qualquer posicionamento oficial por escrito em relação ao caderno reivindicativo entregue em 2023. A classe dos profissionais de saúde acusa o Executivo de ignorar as suas preocupações, agravando ainda mais a insatisfação no setor.
Num comunicado, a organização afirma que a greve continuará até que todas as exigências sejam atendidas. Entre os principais pontos levantados estão melhores condições de trabalho, valorização profissional e garantias básicas para o funcionamento adequado das unidades sanitárias.
A associação alerta ainda que a ausência de resposta por parte do Governo não só viola direitos dos trabalhadores, como também compromete seriamente a qualidade dos serviços prestados à população. Segundo a mesma fonte, as condições nos hospitais e centros de saúde continuam a deteriorar-se, colocando em risco o atendimento aos cidadãos.
Os profissionais defendem que o silêncio institucional demonstra desrespeito pela classe e insistem que só irão retomar as atividades normais quando houver um compromisso claro e documentado por parte das autoridades.
Fonte: canal mz