⚠️ NOTA IMPORTANTE: A VozAfricana respeita os seus leitores e informa que o conteúdo a seguir contém relatos sensíveis relacionados a mortes e falhas no sistema de saúde. Recomendamos leitura com cautela.
A APSUSM exigiu publicamente a demissão imediata do ministro da Saúde, Ussene Isse, acusando a liderança do sector de incompetência e má gestão do Sistema Nacional de Saúde.
A posição foi apresentada durante uma conferência de imprensa pelo presidente da associação, Anselmo Muchave, que denunciou um cenário crítico nos hospitais públicos do país.
Segundo Muchave, desde Janeiro de 2026 foram registadas mais de 2.173 mortes que poderiam ter sido evitadas caso existissem condições mínimas de assistência médica e disponibilidade regular de medicamentos.
A associação afirma ainda que várias unidades sanitárias estão a receber medicamentos fora do prazo de validade ou próximos de expirar, situação que considera extremamente grave para a segurança dos pacientes.
“A saúde não precisa de selfies, precisa de gestores que cumpram a lei e respeitem os direitos dos profissionais”, declarou o líder da APSUSM, acusando o Governo de ignorar os problemas enfrentados diariamente nos hospitais distritais e provinciais.
Entre as principais reclamações da classe estão atrasos no pagamento de horas extras, falta de progressões nas carreiras, suspensão de subsídios e dificuldades enfrentadas pelos profissionais em continuação de estudos.
A associação também criticou a resposta do Executivo à crise no sector, alegando existir falta de transparência e ausência de medidas concretas para resolver os problemas estruturais da saúde pública.
As declarações da APSUSM aumentam a pressão sobre o Ministério da Saúde numa altura em que crescem as preocupações da sociedade civil sobre o funcionamento dos hospitais e a qualidade da assistência médica no país. (Paula Nhampossa)