Moçambique pretende aprofundar a sua cooperação estratégica com a África do Sul na área da defesa, numa iniciativa que poderá abrir caminho para novos investimentos, transferência de conhecimento e reforço da capacidade operacional das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
A intenção foi manifestada pelo ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, durante uma visita de trabalho à África do Sul, onde manteve encontros com entidades ligadas ao sector militar e à indústria de defesa.
Segundo o governante, a África do Sul possui uma das indústrias militares mais desenvolvidas do continente africano, com capacidade para produzir navios, aeronaves, veículos blindados, munições e sistemas avançados de comando e inteligência, áreas consideradas estratégicas para a modernização das capacidades de defesa moçambicanas.
Cristóvão Chume explicou que a aproximação entre os dois países visa não apenas consolidar a cooperação existente, mas também criar condições para que empresas sul-africanas possam investir em projectos ligados à defesa em território moçambicano.
A cooperação entre Maputo e Pretória já se estende à formação de militares moçambicanos. Actualmente, soldados, sargentos e oficiais das FADM frequentam cursos especializados na África do Sul, abrangendo diferentes ramos das forças armadas, incluindo o Exército, a Força Aérea e a Marinha de Guerra.
De acordo com informações divulgadas pela Rádio Moçambique, vários militares nacionais encontram-se em fase de conclusão de programas de capacitação, incluindo formação técnica na manutenção de aeronaves e equipamentos militares.
Durante os encontros realizados, os dois países concordaram igualmente em reforçar a colaboração em áreas consideradas prioritárias, com destaque para a Marinha de Guerra e os serviços de Saúde Militar, sectores vistos como fundamentais para melhorar a prontidão e eficiência operacional das forças de defesa.
O reforço desta parceria surge numa altura em que Moçambique continua a enfrentar desafios de segurança, particularmente no norte do país, e procura fortalecer as suas capacidades de resposta através da cooperação com parceiros regionais estratégicos. (Vozafricano)