Três militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e um cidadão de nacionalidade chinesa foram detidos na cidade da Beira, província de Sofala, indiciados pelo crime de porte de armas proibidas e tentativa de comercialização ilegal de material bélico.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O País, os suspeitos foram encontrados na posse de mais de duas mil armas de fogo de diferentes calibres, em estado considerado obsoleto. O material estaria a ser negociado com uma fábrica de fundição de ferro pertencente a um cidadão estrangeiro.
As autoridades indicam que os militares foram surpreendidos quando tentavam concretizar a venda do armamento, utilizando inclusive uma viatura oficial das FADM para o transporte do material, em violação das normas que determinam a destruição de equipamentos militares fora de uso.
O cidadão chinês detido é apontado como proprietário da unidade industrial que iria receber o material, alegadamente para fins de fundição.
O porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Sofala, Martinho Mucheguerre, confirmou a entrada do processo naquela instância, referindo que os arguidos já foram submetidos ao primeiro interrogatório.
“As informações indicam que três militares se deslocaram à fábrica com recurso a uma viatura das Forças Armadas, transportando o material bélico, onde encontraram o cidadão estrangeiro que iria receber as armas”, explicou.
As autoridades judiciais não avançaram, até ao momento, detalhes sobre a origem exacta do armamento apreendido, estando o caso ainda em fase de investigação. Os quatro suspeitos encontram-se detidos na Cadeia Central da Beira, enquanto decorrem os trâmites legais.
O caso levanta sérias preocupações sobre a gestão de material militar no país, numa altura em que cresce o escrutínio sobre práticas ilegais envolvendo recursos do Estado.
Fonte: O País.