O número de mortes provocadas pela malária na cidade de Maputo registou um aumento superior a 100% em 2025, acendendo um novo alerta sobre o impacto da doença no meio urbano. Dados apresentados pelas autoridades municipais indicam um agravamento significativo face ao ano anterior.
De acordo com a vereadora de Saúde e Qualidade de Vida no Conselho Municipal de Maputo, Alice de Abreu, ao longo de 2025 foram contabilizados 30 óbitos associados à malária, além de 26.928 casos registados. Em comparação, no ano de 2024 tinham sido reportadas 12 mortes e 12.402 casos da doença.
Os distritos municipais de KaMavota, KaMubukwane, KaMaxaquene e Lhamankulo surgem como os mais afectados, numa conjuntura marcada por deficiências no saneamento do meio, inundações recorrentes e práticas inadequadas de higiene individual, factores que continuam a favorecer a propagação do mosquito transmissor.
A responsável municipal referiu ainda que as doenças diarreicas também apresentaram um crescimento preocupante, com um aumento de oito por cento entre 2024 e 2025, reflectindo fragilidades persistentes nas condições de saúde pública e ambientais da capital.
As autoridades defendem o reforço das acções de prevenção, saneamento e educação comunitária como medidas urgentes para travar o avanço das doenças evitáveis na cidade.