O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou que os problemas no fornecimento de combustíveis no país não estão ligados à falta de dólares no mercado, mas sim às dificuldades financeiras enfrentadas por algumas empresas distribuidoras de combustíveis.
Falando durante a conferência de imprensa do Comité de Política Monetária (CPMO), realizada na segunda-feira, 25 de Maio, Zandamela explicou que várias gasolineiras já não conseguem obter garantias bancárias devido à sua situação financeira crítica.
Segundo o Governador, muitas destas empresas reclamam da falta de divisas para importar combustíveis, mas a realidade é que algumas nem sequer possuem Meticais suficientes para comprar dólares junto da banca comercial.
“Há empresas que estão praticamente quebradas”, indicou Rogério Zandamela, acrescentando que os bancos comerciais trabalham com avaliação de risco e não podem conceder cartas de crédito a instituições sem capacidade de pagamento.
O responsável pelo banco central reforçou ainda que o Banco de Moçambique já não financia directamente a importação de combustíveis, deixando essa responsabilidade para as próprias empresas e para o mercado financeiro.
Durante a mesma sessão, o Banco de Moçambique decidiu manter a taxa MIMO em 9,25% e aumentar o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional para 39%, medida que visa controlar o excesso de liquidez e reduzir a pressão da inflação no país.
As declarações surgem numa altura em que várias regiões enfrentam dificuldades no abastecimento de combustíveis, aumentando preocupações sobre a estabilidade do sector petrolífero nacional… (VozAfricano)