O Governo moçambicano revelou que está a analisar a possibilidade de reduzir os preços dos combustíveis no mercado nacional, numa altura em que os mercados internacionais começam a reagir positivamente ao recente entendimento alcançado entre o Irão e os Estados Unidos da América.
A hipótese de revisão dos preços surge depois de semanas marcadas por forte instabilidade no sector energético mundial, impulsionada pelas tensões militares no Médio Oriente, uma região estratégica para a produção e exportação de petróleo.
Segundo informações avançadas pela Revista Banca e Seguros, o Executivo acompanha diariamente a evolução do preço do crude nos mercados internacionais antes de tomar uma decisão definitiva.
Fontes governamentais reconhecem que o actual cenário apresenta sinais encorajadores, mas defendem cautela devido à volatilidade que continua a caracterizar a região.“Existem sinais positivos e a possibilidade de redução está em análise, mas é necessário observar o comportamento dos mercados nos próximos dias”, indicou uma fonte do Governo.
A expectativa de uma eventual descida dos combustíveis surge num momento particularmente sensível para a economia nacional.
Nas últimas semanas, Moçambique enfrentou dificuldades de abastecimento que provocaram escassez de gasolina e gasóleo em vários pontos do país, levando ao surgimento de longas filas nos postos de combustível e aumentando a pressão sobre transportadores, empresas e famílias.
Com o anúncio do cessar-fogo entre Washington e Teerão, os mercados internacionais registaram uma redução das preocupações relacionadas com interrupções no fornecimento global de petróleo.Como resultado, os preços internacionais começaram a estabilizar, alimentando expectativas de que países importadores, como Moçambique, possam beneficiar de custos mais baixos de aquisição.
Analistas económicos consideram que uma eventual redução dos combustíveis teria impacto directo nos custos de transporte, na circulação de mercadorias e nos preços de diversos produtos essenciais, oferecendo algum alívio aos consumidores num período marcado pelo aumento do custo de vida.
Enquanto isso, o Governo mantém-se em observação, aguardando a consolidação das tendências internacionais antes de anunciar qualquer alteração oficial nos preços praticados nas bombas de abastecimento do país. (Revista Banca & Seguros)