A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na segunda-feira, um motorista suspeito de envolvimento no contrabando de cerca de 40 mil litros de combustível destinados à África do Sul. A detenção ocorreu na zona de Malhampsene, no município da Matola, província de Maputo.
Segundo informações avançadas pelo jornal Notícias, citando a porta-voz da PRM na província de Maputo, Carmínia Leite, o combustível seria transportado de forma clandestina para o posto administrativo de Ressano Garcia, próximo da fronteira com a África do Sul.
De acordo com a polícia, tudo aconteceu durante uma operação de fiscalização de rotina, quando os agentes solicitaram os documentos da viatura e da carga. O comportamento do motorista levantou suspeitas após apresentar dificuldades em comprovar a legalidade do transporte.
Face às inconsistências encontradas, as autoridades decidiram realizar uma revista detalhada ao camião. Durante a inspecção, foram descobertas várias chapas de matrícula estrangeiras, facto que reforçou as suspeitas de uma possível rede de contrabando transfronteiriço.
“Há indícios de que essas chapas eram utilizadas para facilitar a circulação da viatura entre Moçambique e a África do Sul sem levantar suspeitas”, explicou Carmínia Leite.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) também foi accionado para acompanhar o caso e confirmou que o combustível apreendido tinha como destino o mercado sul-africano, não existindo autorização legal para a sua comercialização em território moçambicano.
Inicialmente, o motorista negou qualquer envolvimento no esquema, alegando que apenas cumpria ordens superiores. No entanto, após a detenção, acabou por admitir que pretendia encaminhar a mercadoria para Ressano Garcia.
O caso surge numa altura em que o país enfrenta dificuldades no abastecimento de combustíveis em algumas regiões, aumentando as preocupações sobre desvios ilegais de produtos petrolíferos para mercados externos.
Fonte: Jornal Notícias / PRM