O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto “em breve”, mesmo sem a colaboração do Irão, numa declaração que volta a elevar a tensão geopolítica na região.
Falando aos jornalistas antes de viajar para a Virgínia, Trump foi direto: garantiu que não aceitará qualquer cobrança de taxas pela passagem de navios em águas internacionais, reforçando a posição dos EUA sobre a liberdade de navegação.
A declaração surge no mesmo dia em que delegações norte-americanas e iranianas chegaram ao Paquistão para novas conversações de paz, com o controlo do estreito a ser um dos pontos centrais das negociações.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo, sendo responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural. A sua instabilidade tem impacto direto nos mercados internacionais de energia.
Trump sublinhou ainda que a principal prioridade dos EUA nas negociações é impedir que o Irão desenvolva armas nucleares, missão que está a ser liderada pelo vice-presidente JD Vance.
Apesar de um cessar-fogo temporário ter sido anunciado recentemente, o tráfego marítimo na região continua limitado, com poucos navios a conseguir atravessar o estreito devido ao clima de insegurança.
Além da questão nuclear, as negociações incluem temas como o programa de mísseis do Irão, o apoio a grupos armados no Médio Oriente e o levantamento de sanções económicas, tornando este um dos momentos mais delicados da política internacional atual. (Por : Paula Nhampossa)