Os cidadãos e residentes em Moçambique que pretendam solicitar vistos para os Estados Unidos da América (EUA) terão, a partir de agora, de recorrer a serviços consulares norte-americanos fora do país, com a África do Sul a assumir-se como um dos principais destinos para o processamento dos pedidos.
A mudança foi comunicada na segunda-feira, 17 de Agosto, pela Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, através dos seus canais oficiais, no âmbito da reorganização dos locais onde são prestados serviços de vistos.
Segundo a representação diplomática, os requerentes que optarem pelo Consulado-Geral dos EUA em Joanesburgo deverão efectuar previamente o pagamento da taxa de visto e marcar a entrevista consular.
A deslocação à África do Sul será necessária para os procedimentos presenciais, incluindo a entrevista e a recolha dos dados biométricos exigidos pelas autoridades norte-americanas.
Viagem passa a fazer parte do processo
A nova medida representa uma mudança significativa para os cidadãos moçambicanos, uma vez que o processamento local em Maputo deixa de ser a opção disponível para estes pedidos.
Além da taxa consular, os requerentes terão agora de considerar despesas adicionais relacionadas com transporte, alojamento, alimentação e permanência no país escolhido para o atendimento.
Os interessados poderão igualmente recorrer a outros países designados para prestar serviços consulares norte-americanos, incluindo Angola, dependendo do tipo de serviço e dos procedimentos aplicáveis.
Embaixada recomenda preparação antecipada
Perante a alteração, a Embaixada dos EUA recomenda que os candidatos preparem antecipadamente os formulários e toda a documentação necessária antes de iniciarem a deslocação.
A reorganização enquadra-se numa directiva do Departamento de Estado norte-americano destinada a concentrar o processamento de vistos de determinados países africanos em centros consulares regionais.
Para os moçambicanos que pretendem viajar para os Estados Unidos, a principal consequência é clara: o pedido de visto passa a exigir planeamento adicional e, em muitos casos, uma deslocação para fora de Moçambique.
A medida poderá representar um encargo significativo para estudantes, trabalhadores, empresários e outros cidadãos que necessitem de visto norte-americano e que anteriormente contavam com o atendimento disponível em Maputo. (Vozafricano)