A cidade de Angoche amanheceu mergulhada em dor nesta terça-feira (26), após a confirmação da morte da presidente do Conselho Municipal, Dalila Ussene, vítima de doença prolongada. A autarca estava afastada da vida pública desde Novembro de 2025, altura em que começaram a surgir sinais da sua debilidade física.
Segundo informações avançadas pelo Jornal Rigor, a edil deixou de participar em actividades oficiais há vários meses, situação que alimentou preocupações entre os munícipes e abriu espaço para críticas relacionadas ao funcionamento da autarquia. Durante esse período, vários residentes denunciaram atrasos administrativos, paralisação de obras e degradação de alguns serviços urbanos no município.
A morte de Dalila Ussene provocou reacções imediatas em Nampula. O governador provincial, Eduardo Abdula, divulgou uma nota de pesar onde afirmou ter recebido “com profundo pesar” a notícia do falecimento da presidente municipal, destacando a sua dedicação ao serviço público e o compromisso demonstrado ao longo da sua governação.
“Neste momento de dor, inclino-me perante a memória de uma mulher que dedicou a sua vida ao serviço público e ao bem-estar da população de Angoche”, refere parte da mensagem do governador, que também enalteceu o legado deixado pela autarca na promoção do desenvolvimento local.
Em nome do Governo Provincial de Nampula, Eduardo Abdula apresentou condolências à família da falecida, aos funcionários do município e à população de Angoche, apelando à união neste momento de luto.
A morte da edil acontece numa altura em que o município enfrentava crescente pressão popular devido à ausência prolongada da dirigente, situação que já vinha gerando debates sobre a continuidade administrativa e o impacto da paralisação de alguns projectos locais.
Até ao momento, ainda não foram divulgadas informações oficiais sobre as cerimónias fúnebres.