O Governo de Moçambique manifestou uma condenação firme aos recentes ataques xenófobos registados na África do Sul, classificando-os como uma violação dos princípios de convivência pacífica entre povos africanos.
A posição foi apresentada pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante uma sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República, onde afirmou que os actos “contrariam os valores de tolerância e o espírito de irmandade no seio do continente africano e da SADC”.
Segundo a governante, o Executivo está a manter contactos diplomáticos com as autoridades sul-africanas para garantir a segurança dos cidadãos moçambicanos residentes naquele país. As missões diplomáticas e consulares estão igualmente a acompanhar a situação no terreno, prestando assistência aos afectados com o apoio das comunidades locais.
A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana, Maria de Fátima Manso, indicou que os incidentes têm sido mais intensos em cidades como Durban e Joanesburgo, onde grupos locais têm protagonizado acções contra imigrantes africanos.
De acordo com dados oficiais, mais de 300 mil moçambicanos vivem actualmente na África do Sul, muitos dos quais enfrentam um clima de medo e incerteza devido à escalada de violência.
O Governo apelou à calma e vigilância por parte dos cidadãos, reforçando a necessidade de preservar os laços históricos de solidariedade entre os povos da região.