A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registou um lucro superior a 110 milhões de dólares em 2025, mesmo enfrentando uma das secas mais severas das últimas décadas na bacia do Zambeze, segundo dados divulgados pela empresa e citados pela Lusa.
De acordo com as contas aprovadas em assembleia-geral a 30 de Abril, a produção de energia caiu cerca de 30%, fixando-se em 10.921 GWh, devido à redução dos níveis de água na albufeira. Ainda assim, a empresa garantiu o fornecimento regular de electricidade, assegurando a estabilidade energética de Moçambique e da região.
Apesar das limitações impostas pela seca, a HCB manteve os seus compromissos comerciais, abastecendo a Electricidade de Moçambique (EDM), a Eskom, a ZESA e mercados da Southern Africa Power Pool.
A empresa alcançou receitas na ordem de 293,2 milhões de euros e contribuiu com cerca de 255,7 milhões de euros para o Estado, através de impostos, taxas e dividendos, reforçando o seu peso estratégico na economia nacional.
Segundo o presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola, os resultados refletem uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros, num contexto particularmente desafiante.
Localizada no rio Zambeze, a barragem de Cahora Bassa é uma das maiores infraestruturas hidroeléctricas de África, desempenhando um papel central no fornecimento de energia à África Austral e na geração de divisas para Moçambique.