Os Estados Unidos e o Irão anunciaram um acordo de cessar-fogo que poderá colocar fim a vários meses de conflito e abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.
O anúncio foi feito pelos dois países, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, a afirmar na sua plataforma Truth Social que o entendimento já foi alcançado e que a abertura da via marítima deverá ocorrer após a assinatura oficial do acordo, prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.
“Os navios do mundo podem voltar a navegar e o comércio internacional poderá retomar a normalidade”, escreveu Trump, numa mensagem que rapidamente repercutiu nos mercados financeiros internacionais.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o acordo inclui o fim das operações militares em diversas frentes do conflito, bem como medidas destinadas a garantir a segurança da navegação no Golfo Pérsico.
O entendimento surge após semanas de negociações diplomáticas intensas, numa altura em que persistiam receios de uma escalada militar no Médio Oriente. Nas últimas semanas, Washington e Teerão trocaram sinais contraditórios sobre a evolução das conversações, enquanto um cessar-fogo provisório permanecia em vigor.
A guerra provocou fortes impactos na economia global, sobretudo devido às restrições impostas ao tráfego no Estreito de Ormuz. A interrupção da rota afetou o abastecimento internacional de petróleo, gás natural e fertilizantes, levando a aumentos de preços em vários mercados.
Analistas económicos alertaram, ao longo dos últimos meses, para o risco de uma nova onda inflacionária caso a crise se prolongasse. O petróleo Brent, referência para a Europa, chegou a aproximar-se dos 120 dólares por barril durante o período mais crítico do conflito.
Contudo, o avanço das negociações entre os dois países trouxe maior confiança aos investidores. Nas primeiras negociações desta segunda-feira, os preços do petróleo registaram quedas, refletindo as expectativas de normalização do comércio energético global.
Especialistas internacionais consideram que a implementação efetiva do acordo será determinante para garantir a estabilidade da região e evitar novos episódios de tensão no Médio Oriente, uma área estratégica para a economia mundial.
Caso seja formalizado nos próximos dias, o entendimento entre Washington e Teerão poderá representar um dos acontecimentos geopolíticos mais significativos de 2026, com impactos diretos nos mercados globais e na segurança internacional.