Estudantes moçambicanos bolseiros na Argélia denunciaram dificuldades de integração, atrasos académicos e problemas financeiros durante um encontro com a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, realizado em Argel.
Segundo informações divulgadas pela AIM, os estudantes relataram desafios ligados à adaptação cultural e linguística, além de preocupações relacionadas com a suspensão de subsídios e dificuldades na regularização da situação académica em algumas universidades argelinas.
Os bolseiros afirmaram ainda que a representação diplomática moçambicana naquele país tem sido pouco receptiva às preocupações apresentadas ao longo do tempo.
Durante o encontro, Margarida Talapa apelou aos estudantes para que não desistam da formação académica apesar das dificuldades enfrentadas. A dirigente destacou a importância da persistência e da concentração nos estudos.
O embaixador de Moçambique na Argélia, Eduardo Namburete, esclareceu que a gestão dos estudantes bolseiros não depende directamente da embaixada, mas sim do Instituto de Bolsas de Estudo (IBE).
Segundo Namburete, a missão diplomática tem prestado apoio aos estudantes e intercedido junto das autoridades argelinas em casos de pedidos de mudança de curso, embora muitos processos enfrentem limitações devido à falta de vagas.
Actualmente, Moçambique conta com cerca de 400 estudantes na Argélia, um dos países africanos que mais oferece bolsas de estudo internacionais no continente, com mais de 2500 bolsas anuais destinadas ao ensino superior e formação técnica.
O encontro terminou num ambiente descontraído, marcado pela oferta de capulanas, comida típica moçambicana e momentos de confraternização entre os parlamentares e os estudantes. (Vozafricano)