As fortes chuvas registadas nas últimas 24 horas em toda a província de Inhambane fizeram subir significativamente os níveis de vários rios, colocando algumas bacias em situação de alerta, segundo informou este domingo a Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), através da Direção de Gestão de Bacias do Sul (DGBS).
De acordo com o boletim hidrológico das 07h do dia 11 de janeiro, todas as estações monitoradas registaram precipitação significativa. A bacia do Save destaca-se pelos volumes elevados: Massangena, em Gaza, registou 191,6 mm, enquanto Vila Franca do Save, em Inhambane, acumulou 41,2 mm. Na estação de Massangena, o nível do rio atingiu 4,50 metros, acima do nível de alerta, mas ainda abaixo da cota crítica de 5 metros.
Outras bacias também apresentam níveis preocupantes. Na bacia do Mutamba, Jangamo acumulou 72 mm, elevando o rio para 3,69 metros, muito próximo do nível de alerta de 3,80 metros. No Govuro, Pambara registou 3,20 metros, ligeiramente abaixo do nível de alerta de 3,70 metros, mas com tendência de crescimento caso as chuvas persistam.
A situação é crítica na bacia do Inhanombe, particularmente em Mubalo, onde o rio atingiu 6,02 metros, ultrapassando o nível de alerta de 4,50 metros, colocando comunidades ribeirinhas em risco de inundação. Em Maxixe, o rio subiu para 2,76 metros, ainda abaixo do nível de alerta de 4 metros. Na bacia de Inharrime, o rio registou 2,08 metros, mantendo-se distante do nível de alerta de 5,40 metros.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) confirma a intensidade das chuvas em vários distritos: Massinga (69,4 mm), Vilankulo (34,5 mm), Guitambatuno (42 mm), Inhambane Aeroporto (36,4 mm), Inhambane Estação Principal (66,5 mm), Panda (44,3 mm) e Quissico (42,9 mm). Inhassoro registou o menor volume, 10,7 mm.
A ARA-Sul alerta que, se as chuvas continuarem, alguns rios poderão atingir ou ultrapassar os níveis críticos, aumentando o risco de inundações, sobretudo nas bacias do Save, Mutamba e Inhanombe. As autoridades recomendam vigilância reforçada, atenção às comunidades ribeirinhas e acompanhamento contínuo dos boletins hidrológicos, numa altura em que o solo já se encontra saturado devido às precipitações contínuas.