O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou este sábado que uma eventual redução dos preços dos combustíveis em Moçambique não será imediata, apesar do abrandamento das tensões militares no Médio Oriente que pressionaram os mercados internacionais nas últimas semanas.
Falando no encerramento da sua visita de trabalho de três dias à província do Niassa, o Chefe de Estado explicou que o combustível actualmente disponível no país foi adquirido a preços mais elevados, razão pela qual os consumidores poderão ter de esperar algum tempo até sentirem qualquer alívio nas bombas de abastecimento.
Segundo Chapo, o Governo conseguiu durante vários meses evitar aumentos imediatos dos preços, mesmo quando países vizinhos como a África do Sul, Zimbabwe, Malawi e Zâmbia já tinham efectuado várias revisões em alta.
“O mesmo tempo que levámos para aumentar poderá ser necessário para baixar”, explicou o Presidente, referindo-se ao facto de os combustíveis armazenados terem sido importados antes das recentes alterações do mercado internacional.
Além da questão dos combustíveis, a visita presidencial ao Niassa trouxe anúncios considerados importantes para a região. O Governo confirmou que ainda este ano deverá arrancar a construção do Hospital Distrital de Mecanhelas, uma reivindicação antiga da população local.
O projecto surge numa altura em que Mecanhelas é apontado como o distrito mais populoso da província, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde existentes.
No sector das infra-estruturas, o Presidente garantiu igualmente a continuação dos investimentos na reabilitação de estradas e na expansão da rede eléctrica, áreas afectadas pelos recentes ciclones e fenómenos climáticos extremos que atingiram a região.
Durante a visita, foi também destacada a inauguração do novo sistema de abastecimento de água de Mandimba, considerado fundamental para melhorar as condições de vida das comunidades locais.
Na agricultura, Daniel Chapo reiterou a ambição do Executivo de transformar o Niassa numa referência nacional de produção agrícola, defendendo mais investimentos em agro-processamento e na valorização da produção local.
O Chefe de Estado concluiu apelando à manutenção da paz, estabilidade e coesão social, factores que considera essenciais para a concretização dos projectos de desenvolvimento previstos para o Niassa e para o restante território nacional. (Vozafricano)