O Serviço Nacional de Investigação Criminal anunciou a detenção de três indivíduos suspeitos de integrarem uma rede internacional de tráfico de droga com ligações ao Cartel de Sinaloa, numa operação que travou a instalação de estruturas ilegais no país.
Entre os detidos estão dois cidadãos mexicanos e um moçambicano, identificados após uma acção de inteligência que vinha monitorando movimentos suspeitos ligados à entrada de estrangeiros no território nacional. Segundo informações avançadas pelas autoridades, o grupo pretendia instalar unidades clandestinas de produção de droga no distrito de Matutuíne, com apoio logístico local.
A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional de Mavalane, após a chegada dos suspeitos num voo da companhia TAP Air Portugal. De acordo com o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, citado pelo jornal Domingo, foram detectadas irregularidades graves nos documentos apresentados.
“As primeiras análises revelaram passaportes com vistos preliminares forjados, supostamente emitidos em Março de 2026, sem qualquer carimbo de saída ou trânsito de países como México, Espanha ou Portugal”, explicou a fonte, indicando sinais claros de tentativa de entrada ilegal.
As investigações apontam ainda para a presença de um terceiro cidadão mexicano já em território nacional, alegadamente responsável pela coordenação logística do grupo. Há também indícios de tentativas de infiltração no Serviço Nacional de Migração, com o objectivo de facilitar a emissão de vistos e garantir mobilidade sem levantar suspeitas.
O caso ganha contornos mais complexos com ligações ao bairro da Coop, na cidade de Maputo, particularmente numa área conhecida como “Zona da Colômbia”. Um cidadão moçambicano, apontado como facilitador, encontra-se em fuga após ter abandonado o local ao aperceber-se da presença das autoridades.
Segundo as autoridades, o suspeito teria deixado um comparsa — já detido — encarregado de encaminhar os estrangeiros para uma unidade hoteleira, reforçando as suspeitas de uma operação estruturada e previamente planeada.
O SERNIC garante que as investigações continuam no terreno, com o objectivo de localizar os restantes envolvidos e desmantelar por completo esta alegada célula de narcotráfico internacional. (Vozafricano)
imagem: jornal domingos