A província de Niassa está a dar um passo decisivo para deixar de ser apenas um território com grande potencial agrícola e assumir-se como uma verdadeira plataforma de agro-processamento e exportação no país.
A estratégia foi reforçada durante o workshop “Acelerando as Exportações da Província de Niassa”, realizado em Lichinga, onde Governo, sector privado e parceiros discutiram soluções concretas para transformar produção em riqueza real.
Com cerca de 8 milhões de hectares de terra arável e uma produção estimada em 3,3 milhões de toneladas, o desafio, segundo autoridades, já não é produzir — é organizar, transformar e vender com qualidade de mercado.
O director provincial da Indústria e Comércio, Mauro Pius, foi directo ao afirmar que Niassa tem tudo para se destacar na economia nacional, mas precisa converter o potencial em investimento, industrialização e exportações.
A mesma visão foi defendida pelo CEO da ExportaMoz, Miguel Jóia, que deixou um recado claro: “Niassa não precisa de mais diagnósticos, precisa de execução”.
Entre os produtos com maior potencial de exportação estão milho, feijão, soja, arroz, mandioca, hortícolas, mel, pescado e até madeira transformada — recursos que colocam a província como um dos principais celeiros do país.
Distritos como Cuamba e Chimbonila foram apontados como estratégicos, com planos para melhorar logística, armazenamento e transformação dos produtos.
O encontro também trouxe propostas do sector privado, incluindo expansão do seguro agrícola, mecanização e criação de zonas de processamento agro-industrial para aumentar a competitividade.
No final, ficou claro que Niassa quer mais do que produzir: quer entrar no mapa das exportações e afirmar-se como a nova fronteira económica de Moçambique. (Paula Nhampossa(