A Renamo, segundo maior partido da oposição em Moçambique, reuniu-se esta quinta-feira (26), na cidade de Chimoio, província de Manica, para debater os problemas internos e o futuro da formação política.
Entre os principais pontos em análise estava a gestão do partido sob a liderança do presidente Ossufo Momade. Segundo informações divulgadas no portal do partido, o encontro foi marcado por momentos de tensão.
Na província de Manica, a Renamo enfrenta uma situação de quase fragmentação, com a existência de duas alas distintas: uma formada por antigos guerrilheiros e membros que defendem a saída de Ossufo Momade por alegada má gestão, e outra que apoia a sua continuidade à frente do partido.
A tensão interna já resultou no encerramento provisório da delegação provincial da Renamo em Manica, atualmente gerida por uma comissão até que seja tomada uma decisão sobre o futuro da estrutura.
“Houve confronto entre aqueles que defendem a permanência de Momade e os que exigem a sua saída. Esperamos que até ao fim do dia possamos ter clareza sobre o futuro do partido”, disse um membro, que pediu anonimato.
Ossufo Momade foi eleito presidente do partido no VI Congresso da Renamo, realizado em Gorongosa, província de Sofala, em 2019, após a morte de Afonso Dhlakama. Em 2024, foi reeleito no congresso realizado no distrito de Alto Molócuè, na Zambézia, tendo concorrido também às eleições presidenciais de 2024.
Pela primeira vez, a Renamo perdeu o estatuto de maior partido da oposição, agora ocupado pelo Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), liderado por Albino Forquilha.(Vozafricano)