Angola prepara-se para reforçar significativamente a sua produção petrolífera com a entrada em operação da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Kaminho, atualmente em construção na China.
Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a nova unidade deverá acrescentar cerca de 75 mil barris de petróleo por dia à produção nacional, podendo atingir aproximadamente 200 milhões de barris ao longo da sua vida útil.
As informações foram avançadas pela administradora da ANPG, Ana Miala, durante uma visita aos estaleiros da empresa CMHI, na cidade de Nantong, integrada numa comitiva liderada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
De acordo com a responsável, o projeto representa o desenvolvimento de uma nova “província petrolífera” em Angola, com impacto direto na atração de investimento e no reforço das receitas do Estado.
Além do petróleo, o projeto da Kaminho inclui ainda potencial de gás estimado em cerca de um trilião de pés cúbicos, reforçando a importância estratégica da nova bacia.
A FPSO Kaminho resulta da reconversão de um navio existente e encontra-se atualmente com cerca de 50% de execução, segundo dados do empreiteiro Saipem. Parte dos equipamentos está a ser produzida em território angolano, com forte participação de mão de obra local.
O projeto integra os campos de Cameia e Golfinho, considerados relevantes para a expansão da produção energética do país nos próximos anos. ( POR : Carlos Alberto )