Moçambique investiu mais de 120 milhões de dólares nos últimos três anos para impulsionar projectos de aquacultura, numa aposta estratégica para reforçar a produção alimentar e gerar renda nas comunidades.
A informação foi avançada por Oswaldo Petersburgo, presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul, durante a primeira sessão do Conselho de Economia Azul, que decorre na localidade de Licuar, no distrito de Nicoadala, província da Zambézia.
Segundo o dirigente, os recursos foram canalizados para áreas essenciais como a produção de ração, criação de alevinos (peixes jovens) e desenvolvimento de proteína sustentável, com impacto directo na segurança alimentar do país.
Os resultados já começam a ser visíveis. Dados oficiais indicam que o programa apoiou pelo menos quatro grandes empreendimentos, contribuindo para o aumento da capacidade produtiva em regiões como Quissico, Nicoadala, Cahora Bassa e na província de Manica.
De acordo com Petersburgo, além de aumentar a produção, o investimento está a melhorar as condições de vida das populações locais, através da criação de emprego e aumento de rendimento familiar.
O Conselho de Economia Azul, que reúne especialistas e decisores, tem como missão apoiar políticas públicas e promover o uso sustentável dos recursos marinhos e aquáticos, considerados fundamentais para o crescimento económico do país.
Especialistas defendem que, com mais investimentos e boa gestão, a aquacultura pode tornar-se um dos pilares da economia moçambicana, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo o sector alimentar. (Vozafricano)