Um novo retrato da economia global está a agitar o debate sobre riqueza e desigualdade. Em 2026, potências europeias como França e Alemanha deixaram de figurar entre os 10 países mais ricos do mundo, segundo uma análise baseada em indicadores mais amplos de prosperidade.
O estudo, desenvolvido pela HelloSafe e citado pela Euronews, propõe uma leitura diferente da riqueza global. Em vez de olhar apenas para o Produto Interno Bruto (PIB), o relatório avalia também factores como distribuição de rendimento, qualidade de vida e indicadores sociais.
Neste novo cenário, a Noruega surge como o país mais rico do mundo em 2026, sustentada por um elevado Rendimento Nacional Bruto e um modelo social equilibrado. Logo atrás aparecem a Irlanda e o Luxemburgo, que apesar de pequenas dimensões, apresentam elevados níveis de rendimento e desenvolvimento humano.
O relatório destaca que o PIB per capita pode ser enganador. A Irlanda, por exemplo, apresenta números inflacionados pela presença de multinacionais como Apple, Google e Pfizer, o que não reflecte necessariamente o rendimento real das famílias.
Fora da Europa, os Estados Unidos aparecem apenas na 17.ª posição, penalizados pelos níveis elevados de desigualdade. Já a França surge no 20.º lugar, evidenciando dificuldades em equilibrar crescimento económico com distribuição de riqueza.
Em África, as Seicheles lideram o ranking continental, seguidas por Maurícia e Argélia. Na América Latina, o destaque vai para o Uruguai, enquanto na Ásia, Singapura mantém a liderança regional.
Os dados mostram uma mudança clara: ser rico já não significa apenas produzir mais, mas sim distribuir melhor. Países com economias menores, mas mais equilibradas, estão a ultrapassar potências tradicionais, redesenhando o mapa da prosperidade global.
Fontes: HelloSafe; Euronews; dados do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, OCDE e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.