Menos de 24 horas após a reabertura, a circulação na Estrada Nacional Número Um (EN1), na zona de Nguluzane, na cidade de Xai-Xai, voltou a ser interrompida na manhã desta quinta-feira, em consequência do transbordo do Rio Limpopo.
O corte da via decorre da força das águas, que agravou uma infra-escavação já existente nas margens da estrada, colocando em risco motoristas e moradores. A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, que reforçou a necessidade de intervenção imediata para reparar o dano e garantir a segurança na região.
“Estamos perante uma nova vaga de inundações. O caudal do Rio Limpopo aumentou significativamente, e a estrada precisa de reparação urgente antes que ocorra qualquer acidente. A via permanece interditada até que os trabalhos de reforço sejam concluídos”, declarou Adamo.
As inundações já provocaram deslocamento de centenas de famílias. De acordo com o edil, mais de 5 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, enquanto mais de 10 mil continuam em áreas de risco, vivendo sob constante ameaça das águas. A cidade enfrenta uma situação de emergência, com zonas residenciais e infraestruturas essenciais afetadas pelo aumento do nível do rio.
As autoridades locais alertam para o perigo de permanência nas áreas baixas e reforçam os apelos para a evacuação imediata de famílias que ainda não se retiraram. As forças municipais, em colaboração com equipas de socorro, monitoram o caudal e organizam locais seguros para o acolhimento dos afetados.
A EN1 é a principal artéria rodoviária que liga o Sul, Centro e Norte de Moçambique, pelo que o bloqueio tem impacto direto na circulação de mercadorias e transporte de passageiros. Segundo a Administração Nacional de Estradas (ANE), a rede viária da província de Gaza possui 2.711 quilômetros, sendo que 63% atravessam zonas suscetíveis a inundações, o que torna a manutenção e monitoramento constantes essenciais durante a época chuvosa.
Com as previsões meteorológicas indicando continuação das chuvas intensas na região, o cenário tende a se agravar nos próximos dias, aumentando a pressão sobre autoridades e equipes de socorro. Enquanto isso, a população local aguarda medidas rápidas para restabelecer o tráfego e minimizar os impactos das inundações na vida quotidiana e na economia local. (Por : Carlos )