O Presidente da República, Daniel Chapo, manteve esta quinta-feira uma série de encontros estratégicos em Kigali com representantes de grandes multinacionais tecnológicas interessadas em expandir investimentos e soluções digitais em Moçambique.
Entre os encontros de maior destaque esteve a audiência com Michael Berner, Vice-Presidente Sénior e Director Regional para África Austral e Oriental da Visa. Durante a reunião, o responsável manifestou interesse da empresa em apoiar a digitalização dos pagamentos e a modernização da economia moçambicana através de novas tecnologias financeiras.
Segundo Michael Berner, Moçambique ocupa uma posição estratégica dentro do grupo de 26 países supervisionados pela Visa na região africana, sobretudo pelo potencial crescente no sector digital e financeiro.
🗣️ “Existem muitas oportunidades no país para digitalizar pagamentos, trazer novas tecnologias e novas inovações, algo que ajudaria bastante a modernizar não apenas os pagamentos, mas também a economia moçambicana”, declarou o dirigente após o encontro.
O responsável afirmou ainda que o Presidente Daniel Chapo demonstrou abertura e apoio às propostas apresentadas, deixando espaço para futuras negociações e aprofundamento da cooperação institucional entre o Governo e a multinacional norte-americana.
O encontro decorreu à margem da participação do Chefe do Estado na 13.ª edição do Africa CEO Forum, fórum que reúne líderes políticos, investidores e empresários africanos sob o lema “O Imperativo da Escala: Porque África Deve Abraçar a Prosperidade Partilhada”.
Além da Visa, Daniel Chapo também recebeu Zanyiwe Asare, Vice-Presidente e Directora de Políticas Públicas para África da Yango Group, empresa internacional de tecnologia sediada no Dubai e especializada em plataformas digitais e serviços tecnológicos.
Os encontros reforçam o crescente interesse de empresas tecnológicas globais em estabelecer presença e parcerias em Moçambique, sobretudo nas áreas de pagamentos electrónicos, inclusão financeira, inovação digital e modernização económica.
Especialistas consideram que o avanço destas parcerias poderá acelerar o acesso da população a serviços digitais, facilitar transacções electrónicas e reduzir a dependência do dinheiro físico, num momento em que o país procura expandir a inclusão financeira e acompanhar a transformação tecnológica global. (Vozafricano)