⚠️ Aviso de Conteúdo Sensível
A matéria a seguir contém informações sobre mortes e situações de violência ocorridas durante um episódio de agitação num centro de acomodação. O conteúdo pode ser perturbador para alguns leitores.
Recomendamos discrição, especialmente para pessoas mais sensíveis a relatos envolvendo vítimas mortais e contextos de crise humanitária. _canal mz
Uma operação de entrega de produtos alimentares terminou em luto no distrito do Búzi, província de Sofala, após um tumulto que resultou na morte de três pessoas e deixou vários feridos. O incidente ocorreu num centro que acolhe famílias afetadas pelas cheias recentes.
De acordo com informações apuradas no local, a confusão começou no momento em que eram chamados os beneficiários para receber bens essenciais, entre alimentos e artigos de higiene. Residentes afirmam que houve alterações inesperadas nas listas de distribuição, o que gerou revolta entre os alojados que alegadamente não constavam entre os contemplados.
Testemunhas relatam que, durante a noite anterior à entrega, teriam sido feitas mudanças nas relações de nomes por responsáveis locais, excluindo parte das famílias que se encontram no centro desde o período das inundações. A situação criou um ambiente de tensão que rapidamente evoluiu para empurrões e correria.
No meio do tumulto, algumas pessoas tentaram aproximar-se do armazém onde estavam guardados os produtos. Foi nesse momento que se registaram as mortes por esmagamento, segundo fontes locais. Além das vítimas mortais, há registo de feridos em estado grave e detenções efetuadas pela Polícia para conter a agitação.
Moradores que vivem no centro há semanas queixam-se de escassez de comida e dizem que as quantidades distribuídas não são suficientes para todas as famílias. Alguns afirmam que chegam a fazer apenas uma refeição por dia, situação que aumenta o desespero.
As autoridades distritais confirmaram a ocorrência e garantem que decorrem investigações para esclarecer as circunstâncias do sucedido. Entretanto, o ambiente no centro permanece tenso, com apelos à calma por parte das lideranças locais.
Organizações envolvidas na assistência humanitária reforçam a necessidade de maior organização e transparência nos processos de distribuição, de modo a evitar novos episódios trágicos em comunidades já fragilizadas pelas intempéries. (Vozafricano)