A cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, enfrenta novos desafios depois das recentes cheias que afetaram vários bairros, mercados e estabelecimentos comerciais. Moradores denunciaram a suposta venda de produtos deteriorados em algumas lojas atingidas pelas inundações.
Segundo relatos da população, certos comerciantes teriam retomado as atividades antes de concluídas as inspeções sanitárias, colocando à venda bens alimentares e outros produtos que ficaram submersos ou expostos à água contaminada. Consumidores temem riscos à saúde pública, especialmente no que diz respeito a alimentos embalados, enlatados e produtos armazenados em armazéns afetados pela água.
Em resposta às denúncias, a Governadora da província determinou a proibição da reabertura de estabelecimentos comerciais atingidos pelas cheias sem autorização prévia das autoridades competentes. A medida visa garantir que apenas lojas devidamente inspecionadas e consideradas seguras possam voltar a operar.
As autoridades locais reforçaram que equipas multissetoriais — incluindo saúde, comércio e inspeção económica — estão a realizar vistorias para avaliar as condições sanitárias dos estabelecimentos. Produtos considerados impróprios para consumo estão a ser retirados e destruídos para evitar a sua circulação no mercado.
Enquanto isso, decorrem trabalhos intensivos de limpeza e desinfeção em mercados, vias públicas e espaços comerciais da cidade. Máquinas e brigadas municipais estão mobilizadas para remover resíduos trazidos pelas águas, restaurar a circulação e minimizar riscos ambientais.
Alguns agentes económicos ouvidos garantiram que vão cumprir rigorosamente as orientações do governo e colaborar com as autoridades para assegurar que apenas produtos em boas condições sejam comercializados. “A nossa prioridade é proteger os clientes e recuperar a confiança da população”, afirmou um comerciante local.
Especialistas alertam que, após eventos de inundação, é fundamental redobrar os cuidados com a segurança alimentar, uma vez que a exposição prolongada à água pode comprometer a qualidade de diversos produtos, mesmo aqueles aparentemente intactos.
A população, por sua vez, apela à intensificação da fiscalização e à divulgação clara das lojas autorizadas a retomar atividades, para evitar situações que possam colocar em risco a saúde pública.
Com a situação gradualmente a normalizar, as autoridades asseguram que continuam atentas e prometem agir com firmeza contra qualquer tentativa de comercialização de produtos deteriorados. -Vozafricano