O Governo de Moçambique admite a possibilidade de restringir algumas importações como parte de uma estratégia destinada a reforçar a produção nacional e impulsionar a industrialização do país. A indicação foi feita pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, durante uma visita de trabalho à cidade de Nampula.
Segundo o governante, o Executivo pretende continuar a criar condições para fortalecer a indústria nacional, garantindo que as empresas moçambicanas tenham maior capacidade de produção e competitividade no mercado interno. Nesse contexto, Muhate reconheceu que poderão ser adoptadas medidas específicas para limitar determinadas importações, caso se confirme que essa decisão poderá beneficiar o sector produtivo do país.
De acordo com o ministro, o objectivo central é estimular o crescimento das unidades industriais nacionais e promover uma economia mais sustentável, reduzindo gradualmente a dependência de produtos vindos do exterior.
Durante a sua intervenção, Muhate explicou que o Governo está actualmente a analisar alguns produtos cuja importação poderá ser revista no futuro. Entre os exemplos mencionados estão o arroz e o trigo, dois alimentos amplamente consumidos em Moçambique e que representam uma parte relevante das importações alimentares.
A deslocação do ministro a Nampula teve como finalidade acompanhar de perto o funcionamento de indústrias de processamento e diversos estabelecimentos comerciais, numa iniciativa que procura avaliar a realidade do sector produtivo na região e recolher informações que possam apoiar futuras decisões económicas.
Basílio Muhate indicou ainda que está em curso um processo destinado a redefinir a política de importações do país, envolvendo estudos e análises sobre determinados produtos estratégicos para a economia nacional.
Segundo o governante, a eventual adopção destas medidas pretende criar um ambiente mais favorável ao crescimento da produção interna, incentivando o desenvolvimento das unidades fabris nacionais e contribuindo para o avanço de Moçambique rumo a uma economia mais diversificada e sustentável.
Fonte: Rádio Moçambique