O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou a ocorrência de um eclipse solar anular no próximo dia 17 de Fevereiro de 2026, fenómeno astronómico que poderá ser observado de forma parcial em todo o território moçambicano.
Segundo o comunicado oficial, o evento ocorrerá durante a fase de Lua Nova, quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, provocando a obstrução parcial da luz solar. No caso específico do eclipse anular, a Lua cobre a parte central do disco solar, deixando visível apenas a sua borda exterior iluminada, criando o chamado “anel de fogo” — um dos espectáculos astronómicos mais impressionantes.
Embora o fenómeno em formato de anel completo seja visível apenas numa faixa restrita que inclui áreas da Antárctida, o extremo sul da América do Sul e partes da África do Sul, além de regiões dos oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Antárctico, em Moçambique o eclipse será observado de forma parcial, ainda assim com grande impacto visual.
De acordo com o INAM, o eclipse terá início por volta das 14h20, atingirá o seu ponto máximo aproximadamente às 15h15 e terminará cerca das 16h17. Durante esse período, a luminosidade solar sofrerá uma redução perceptível, especialmente no momento de maior cobertura.
As autoridades meteorológicas reforçam que a observação deve ser feita com total precaução para evitar danos irreversíveis à visão. Entre as recomendações destacam-se:
- Utilizar óculos especiais certificados para observação solar, respeitando intervalos de 20 segundos de visualização com pausas de 30 segundos;
- Nunca olhar directamente para o Sol sem protecção adequada;
- Optar por métodos indirectos, como a projecção da imagem solar numa superfície branca através de um cartão perfurado, considerado um dos meios mais seguros.
O INAM apela ainda às escolas, instituições académicas e ao público em geral para que aproveitem o momento como oportunidade educativa, promovendo actividades de sensibilização sobre astronomia e segurança na observação de fenómenos naturais.
O eclipse solar anular de 17 de Fevereiro promete, assim, transformar a tarde moçambicana num cenário raro e memorável, despertando curiosidade científica e admiração pelo universo. (Vozafricano)