A epidemia de cólera em Moçambique já causou 71 mortes desde outubro do ano passado, início da época chuvosa e ciclónica no país, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde (MISAU).
O director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, alertou para a gravidade da situação, destacando que, até o momento, foram registados mais de cinco mil casos positivos da doença.
O surto atinge atualmente 22 distritos em sete províncias, além da cidade de Maputo. A distribuição inclui: Cabo Delgado (4 distritos), Nampula (8), Zambézia (1), Tete (6), Manica (1), Gaza (1) e Catembe, na capital.
Fernandes reforçou a importância de medidas preventivas rigorosas, como lavagem frequente das mãos com água e sabão, consumo de água tratada, tratamento correto dos dejetos e manutenção da higiene individual e comunitária.
Em resposta à crise, o governo disponibilizou produtos para tratamento da cólera e iniciou campanhas de vacinação. Em apenas cinco dias, 1,7 milhões de pessoas foram vacinadas em quatro províncias, superando a meta inicialmente prevista.
O Executivo moçambicano estabeleceu como meta eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, dentro de um plano avaliado em 31 mil milhões de meticais. O objetivo é garantir que as comunidades tenham acesso a água segura, saneamento adequado e cuidados de saúde de qualidade, por meio de ações multissectoriais coordenadas e baseadas em evidências científicas. (Vozafricano)
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