Clientes aguardam há mais de um ano reembolso e produtos nunca entregues
Mais de um ano depois, dezenas de clientes continuam à espera dos produtos adquiridos e do reembolso de valores pagos à Clara Beauty, empresa de Aura Francisco acusada de lesar centenas de pessoas em Moçambique e na África do Sul. Segundo relatos, a empresária arrecadou cerca de seis milhões de meticais prometendo produtos importados da China que nunca chegaram aos compradores.

Os clientes afirmam que Aura Francisco chegou a abrir uma agência com funcionários próprios, mas depois fechou o espaço, sem entregar produtos ou devolver dinheiro. “Desde março do ano passado estamos à espera das encomendas. Percebemos que fomos vítimas de uma burla. Aura prometia reembolsar, mas nunca pagou nada. Chamamos a imprensa para nos ajudar, estamos a pedir socorro!”, relatou uma das vítimas.
Influenciadores envolvidos na divulgação
O caso ganhou visibilidade nas redes sociais devido à participação de influenciadores que promoveram a marca. Entre eles, Clementes Carlos e Tio yado. Segundo clientes, ambos participaram na divulgação de cursos de importação e da marca, reforçando a credibilidade da empresa.
A publicidade incluía ainda a promessa de prêmios, como um carro, que nunca foi entregue, levantando dúvidas sobre a autenticidade da campanha. “Clemente Carlos nos incentivou a participar, dizendo que Aura era uma boa empresária. Mas agora ele não se pronuncia. Queremos apenas que devolvam o dinheiro”, afirmaram as vítimas.

Tentativa de recorrer às autoridades
As vítimas relataram dificuldades no contato com a polícia. Foram enviadas de uma esquadra para outra sem receber soluções concretas, enfrentando burocracia confusa e tratamento insatisfatório. “Fomos tratados mal, pediam documentos que nunca nos tinham solicitado ao entregar o dinheiro. Queremos justiça, não barulho. Apenas queremos o nosso dinheiro de volta”, afirmou uma cliente.
Apelo por justiça
Até o momento, Aura Francisco não se pronunciou publicamente, e a Clara Beauty permanece sem atividades oficiais. Os clientes apelam para que as autoridades intervenham e garantam o reembolso dos valores pagos. “Não queremos fama, apenas queremos nosso dinheiro de volta e justiça. Muitas famílias foram prejudicadas”, concluem as vítimas. (Vozafricano )