O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que o seu país está disponível para desempenhar um papel de mediação no conflito que se intensifica no Médio Oriente, defendendo que o diálogo continua a ser o caminho mais eficaz para pôr fim à escalada militar.
Ramaphosa falava à imprensa à margem de uma conferência sobre energia realizada na Cidade do Cabo, onde reiterou que Pretória mantém a tradição diplomática de apoiar iniciativas de paz em cenários de tensão internacional.
“O nosso país está sempre preparado para contribuir, seja através da mediação ou de outras formas de apoio diplomático. Caso surja uma oportunidade ou sejamos solicitados, estaremos prontos para cumprir o nosso papel”, declarou o chefe de Estado sul-africano.
O Presidente acrescentou que, se houver abertura das partes envolvidas, o Governo sul-africano defenderá um cessar-fogo imediato, sublinhando que a negociação continua a ser a via mais eficaz para travar a violência. “O diálogo é sempre a melhor forma de terminar um conflito e, consequentemente, a guerra. O nosso desejo é que esta situação chegue ao fim o mais rapidamente possível”, afirmou.
Além da posição diplomática, Ramaphosa indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança dos cidadãos sul-africanos que se encontram na região afetada pelos confrontos, incluindo operações para facilitar o eventual repatriamento de pessoas retidas nas zonas de risco.
Entretanto, o conflito envolvendo o Irão continua a intensificar-se. No sexto dia de combates, ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel terão provocado mais de mil mortos desde o início da ofensiva, segundo relatos da imprensa internacional.
Paralelamente, forças israelitas aumentaram a pressão militar no sul do Líbano, particularmente nas zonas próximas ao rio Litani, emitindo ordens de evacuação para civis sob ameaça de novos ataques. De acordo com diferentes relatos, a nova onda de combates entre Israel e o Hezbollah já obrigou mais de 80 mil pessoas a abandonar as suas casas em busca de abrigo.
Perante o agravamento da crise, analistas internacionais apontam que iniciativas diplomáticas de países externos, como a África do Sul, podem ganhar importância nas próximas semanas, caso se abra espaço para negociações destinadas a reduzir a escalada militar no Médio Oriente. (Paula Nhampossasilviajose )