A Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) voltou a premiar os principais intervenientes do mercado de capitais nacional, numa cerimónia que marcou o regresso da iniciativa após quatro anos de interrupção. O grande destaque da noite foi o Moza Banco, que liderou a lista de vencedores ao conquistar várias distinções.
Durante o evento, o presidente do conselho de administração da BVM, Pedro Cossa, defendeu que o crescimento do mercado depende da cooperação entre instituições e da ligação com mercados internacionais. Segundo o responsável, o sector não pode evoluir de forma isolada, sendo necessário reforçar parcerias e criar mais oportunidades para investidores e empresas.
Cossa destacou ainda que o mercado de capitais em Moçambique começa a dar sinais de maior maturidade, num contexto em que a BVM procura reforçar a transparência, a confiança e a integração regional.
Entre os premiados, o Moza Banco destacou-se ao conquistar o prémio de maior emissão de valores mobiliários e também o de maior patrocinador de emissões admitidas à cotação, confirmando o seu peso no mercado financeiro nacional.
Outras instituições também foram reconhecidas. A Bayport Financial Services venceu na categoria de valor mobiliário com maior liquidez, enquanto o Absa Bank Moçambique foi distinguido pelo maior volume de negociação no mercado bolsista.
Na área de custódia de valores mobiliários, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi premiado como o maior banco de custódia por registo de accionistas, ao passo que o Banco Nacional de Investimento (BNI) recebeu o reconhecimento pelo maior número de empresas registadas.
O evento serviu também para reforçar a cooperação regional, com destaque para a parceria entre a BVM e bolsas de países como Cabo Verde e Angola, num esforço conjunto para desenvolver o sector financeiro e promover novos produtos no mercado.
Para analistas, estes prémios mostram que o mercado de capitais moçambicano está a crescer e a ganhar mais dinamismo, com instituições cada vez mais activas e competitivas.