O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou uma garantia de 20 milhões de dólares destinada a apoiar o financiamento do comércio das pequenas e médias empresas (PME) em Moçambique, numa parceria estratégica com o Banco Comercial e de Investimentos (BCI). A iniciativa visa reduzir barreiras ao acesso a financiamento para importações e exportações, reforçando a competitividade das empresas locais.
Garantia de Transacções de Comércio
A facilidade, com duração de três anos, assume a forma de uma Garantia de Transacções de Financiamento ao Comércio, cobrindo até 100% do risco das operações junto de bancos internacionais que confirmem cartas de crédito emitidas pelo BCI. Estima-se que a medida possa mobilizar até 120 milhões de dólares em fluxos comerciais ao longo do período de vigência, contribuindo para maior liquidez e estabilidade no sistema financeiro nacional.
O gestor do BAD em Moçambique, Rômulo Corrêa, destacou que a operação aproveita a classificação financeira AAA do banco para mobilizar capital adicional, criando condições favoráveis para que o BCI direccione recursos em moeda estrangeira a sectores empresariais prioritários, sobretudo PME e empresas locais essenciais para o crescimento económico.
Apoio à Economia Real e Inclusão
A medida deverá reforçar o papel do BCI no financiamento do comércio internacional, facilitando as actividades de importação e exportação e estimulando a atividade económica em Moçambique. O presidente executivo do BCI, Francisco Costa, afirmou que a parceria com o BAD representa um marco na expansão do apoio à economia real, destacando a prioridade em PME e empresas lideradas por mulheres para promover um crescimento inclusivo e sustentável.
Estratégia para Desenvolvimento e Integração Regional
A iniciativa está alinhada com as estratégias do BAD de desenvolvimento do sector privado e mobilização de capital em África, ao mesmo tempo que favorece a integração regional, facilitando o comércio ao longo de corredores logísticos essenciais para países da África Austral sem acesso direto ao mar.
Segundo os responsáveis, a operação representa um passo decisivo para fortalecer a capacidade de financiamento ao comércio, criar oportunidades de crescimento para empresas nacionais e promover a competitividade de Moçambique no mercado regional e internacional. (PAULA NHAMPOSA)