profissionais de saúde em Moçambique confirmaram que iniciarão uma greve nacional a partir de sexta-feira, 16 de janeiro, em protesto contra o atraso no pagamento do décimo terceiro salário e em resposta às condições críticas enfrentadas no setor público de saúde.
A decisão foi anunciada pela Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique, que alerta para a necessidade urgente de regularização dos salários e melhorias estruturais nas unidades de saúde. A paralisação abrangerá hospitais, centros de saúde e demais serviços de atendimento público, sendo por tempo indeterminado até que o Governo apresente soluções concretas.
Durante a greve, os profissionais permanecerão em regime de plantão mínimo, suspendendo o atendimento habitual aos pacientes, como forma de pressionar o Estado a cumprir seus compromissos salariais. A liderança da associação enfatiza que o pagamento do décimo terceiro salário é um direito legal dos trabalhadores e não uma concessão do Governo.
Além da questão salarial, a greve reflete a preocupação com a infraestrutura e os recursos disponíveis nas unidades de saúde, incluindo falta de medicamentos, equipamentos e condições adequadas de trabalho. Os profissionais alertam que a manutenção das condições atuais pode comprometer a qualidade do atendimento à população e aumentar os riscos à saúde dos pacientes.
A paralisação representa um momento crítico nas negociações entre trabalhadores e Governo, destacando a necessidade de diálogo efetivo e ações imediatas para evitar que a situação se agrave ainda mais no setor de saúde pública.