Passageiros com destino à cidade de Maputo denunciam estar retidos desde a madrugada deste sábado no parque da transportadora Nagi Investimentos, em Nampula, depois de o autocarro que deveria partir por volta das 4 horas não ter iniciado a viagem.
De acordo com relatos recolhidos no local, a situação gerou indignação entre os utentes, sobretudo porque outras viaturas da mesma empresa, com rotas diferentes, saíram normalmente ao longo da manhã. Para os passageiros, o facto aumentou a desconfiança e a sensação de abandono.

A transportadora justificou o atraso com uma alegada avaria mecânica no autocarro escalado para Maputo. Segundo a explicação apresentada aos passageiros, o problema estaria relacionado com dificuldades na engrenagem das marchas. Um mecânico foi chamado ainda nas primeiras horas do dia e, após a verificação, terá apontado uma falha na bomba da embreagem. A empresa informou que estava a tentar obter a peça de substituição, mas sem avançar um prazo concreto para a reposição da viatura e o reinício da viagem.
Apesar disso, vários passageiros colocam em causa a versão apresentada. Alguns alegam que o autocarro não estava completamente cheio e suspeitam que o atraso possa estar ligado à tentativa de captar mais passageiros ao longo do percurso ou mesmo ao adiamento da viagem para o dia seguinte, de forma a completar a lotação.
Sem informações claras e sem garantias sobre a hora de partida, parte dos utentes passou a exigir o reembolso imediato dos valores pagos, com o objetivo de procurar alternativas de transporte e reduzir os prejuízos causados pelo atraso. Há ainda acusações de reincidência, com passageiros a afirmarem que situações semelhantes já ocorreram anteriormente, classificando a atuação da empresa como negligente e prejudicial aos clientes.

Para os utentes, o episódio expõe uma falha grave na gestão da transportadora, sublinhando que problemas mecânicos não deveriam ser identificados apenas no dia da viagem. Defendem que viaturas destinadas a longos percursos, como Nampula–Maputo, devem passar por revisões preventivas rigorosas, de modo a garantir a segurança, o cumprimento de horários e o respeito pelos direitos dos passageiros. (Carolina, Paula nhampossa)