O Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), iniciativa do Governo de Moçambique, tem como objetivo financiar e apoiar projetos económicos locais, com foco especial em jovens empreendedores e mulheres. A intenção é criar emprego, gerar rendimento e dinamizar a economia nos municípios e distritos do país, sobretudo através de iniciativas que muitas vezes não conseguem acesso a crédito bancário tradicional.
O fundo oferece condições de financiamento adaptadas, que incluem prazos flexíveis e, em alguns casos, suplementos para reforçar projetos considerados viáveis. No entanto, a experiência recente mostra que apenas uma pequena parcela das candidaturas submetidas é efetivamente aprovada, e a existência de suplentes torna-se fundamental para garantir que alguns projetos possam ser contemplados em caso de desistências ou ajustes nos fundos disponíveis.
Um exemplo ilustrativo vem do município de Vilankulos, onde mais de dois mil projetos submetidos por jovens resultaram em apenas dezanove aprovações, algumas das quais receberam suplementos. Este cenário evidencia que, em todos os municípios, a maior parte das candidaturas não é beneficiada, mas a figura do suplente oferece uma segunda oportunidade a iniciativas que apresentam potencial, mesmo que não tenham sido inicialmente selecionadas.
A divulgação destes números tem gerado debate nas redes sociais e no meio empresarial, com cidadãos a questionarem a reduzida proporção de projetos financiados e a pedirem maior transparência nos critérios de seleção e na atribuição de suplementos. Especialistas sugerem que uma comunicação mais clara sobre os processos de avaliação ajudaria a mitigar frustrações e a fortalecer a confiança no fundo.
O FDEL representa uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento económico local, mas os números atuais indicam que a concorrência é elevada e a seleção rigorosa. Para os empreendedores, isso significa que planeamento sólido, inovação e viabilidade económica são essenciais para aumentar as hipóteses de aprovação.
O Governo tem reiterado que a existência de suplentes é uma prática intencional, que permite maximizar o impacto do fundo, garantindo que cada parcela do financiamento possa ser utilizada de forma eficiente, mesmo quando surgem mudanças inesperadas no número de projetos elegíveis.
À medida que mais municípios implementam o FDEL e que os resultados começam a ser avaliados, espera-se que ajustes nos critérios e maior divulgação de informações contribuam para uma maior equidade e eficácia na distribuição dos fundos, fortalecendo o papel do FDEL como motor de desenvolvimento local sustentável.
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