Grupos armados associados ao Estado Islâmico reivindicaram, nas últimas horas, a autoria de ataques contra militares do Ruanda destacados na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, alegando a morte de pelo menos cinco soldados.
De acordo com informações divulgadas através dos canais de propaganda do grupo extremista, os ataques teriam ocorrido no distrito de Macomia, com recurso a armas ligeiras e lança-foguetes, resultando ainda em ferimentos em outros militares e na apreensão de armamento. Os extremistas não especificaram a data exata da ação.
Até ao momento, nenhuma autoridade ruandesa ou moçambicana confirmou oficialmente a ocorrência do alegado ataque ou o número de vítimas mencionado pelos insurgentes.
Numa segunda reivindicação divulgada também hoje, o mesmo grupo afirma ter entrado em confronto com uma patrulha naval do Ruanda, no distrito de Mocímboa da Praia, no último domingo, alegando ter ferido “alguns” militares durante a ação.
Desde 2021, milhares de soldados ruandeses estão destacados em Cabo Delgado, em apoio às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no combate aos grupos terroristas que atuam na região há mais de oito anos.
Camponeses abandonam campos agrícolas em Macomia
Paralelamente, relatos de movimentações de supostos insurgentes voltaram a gerar pânico entre a população civil. Em Namigure, localidade do distrito de Macomia, camponeses abandonaram os seus campos agrícolas após alegadamente terem avistado homens armados a circular pela zona.
Segundo fontes paramilitares citadas pela imprensa, os homens armados teriam sido vistos a cerca de 15 quilómetros da vila-sede de Macomia, levando dezenas de agricultores a refugiarem-se no centro do distrito. A situação condicionou também a circulação de viaturas de transporte de passageiros no troço Macomia–Micojo.
Cabo Delgado, província rica em gás natural, é palco de violência extremista desde outubro de 2017, conflito que já provocou milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados.
De acordo com informações avançadas pela Lusa, citando canais ligados ao grupo extremista, o clima de insegurança continua a afetar tanto as operações militares como a vida das comunidades locais.
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