O bloco operatório do Hospital Distrital da Manhiça, na província de Maputo, está temporariamente desactivado devido à grave carência de material de higiene e limpeza, revelou recentemente uma nota oficial emitida pelo Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS) da Manhiça.
Segundo o documento datado de 09 de Fevereiro de 2026, o SDSMAS enfrenta dificuldades financeiras para adquirir produtos básicos que garantam condições mínimas de higiene, devido à não libertação de quotas orçamentais no sistema de gestão financeira pública e-Sistafe. Esta falta de recursos tem afectado não só o Hospital Distrital da Manhiça, mas também outras unidades de saúde no distrito, como o Hospital Rural de Xinavane.
A carência de itens essenciais, em particular roupa estéril para o bloco operatório e material de limpeza, tornou impossível a realização de cirurgias com segurança. Por este motivo, vários pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica estão a ser encaminhados para o Hospital Central de Maputo, aumentando a pressão sobre a maior unidade de referência nacional.

Na mesma nota, o director do SDSMAS-Manhiça, Hezer Tomadate, manifesta preocupação com o impacto da situação e apela com carácter de urgência a parceiros, organizações e entidades governamentais pela disponibilização imediata de material de higiene e limpeza, com especial destaque para sabão em pó para a lavandaria hospitalar, indispensável à higienização da roupa de bloco.
Autoridades sanitárias locais afirmam que, até que o pedido de apoio seja atendido, o bloco operatório continuará inoperacional, colocando em risco o acesso a cuidados cirúrgicos da população do distrito.
Este cenário evidencia os constrangimentos logísticos e financeiros enfrentados por várias unidades de saúde em Moçambique, onde a falta de recursos básicos — como produtos de higiene — pode comprometer o funcionamento de serviços essenciais de saúde pública. (Vozafricano)