O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) uniu-se às celebrações dos 42 anos da histórica banda Ghorwane, destacando-se como parceiro institucional de uma das maiores referências musicais de Moçambique. O concerto comemorativo acontece nesta sexta-feira, 5 de Dezembro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.
O BCI anunciou o seu apoio oficial às celebrações dos 42 anos dos Ghorwane, um dos grupos musicais mais importantes e influentes do país. O evento marcará o encerramento das comemorações iniciadas em 2024 e promete uma noite de reencontro com a história, os ritmos tradicionais e a energia renovada da banda.
A confirmação foi feita durante uma conferência de imprensa no Auditório do BCI, na presença de Roberto Chitsonzo, vocalista principal, e Carlos Gove, baixista e Director Musical do grupo.
“Ghorwane é património vivo da cultura moçambicana”
No seu discurso, o Administrador do BCI, Rogério Lam, sublinhou a importância do grupo na preservação da identidade cultural do país.
“Falar do Ghorwane é evocar mais de 40 anos de história. Não é apenas uma banda; é um património vivo da nossa cultura”, destacou.
Lam afirmou ainda que a fusão de ritmos tradicionais, influências africanas e sonoridades modernas presente na música da banda está alinhada com a visão do banco de promover e valorizar a produção cultural moçambicana.
Uma história que atravessa gerações
Durante a conferência, Roberto Chitsonzo recordou o percurso iniciado nos anos 80, marcado pela forte consciência social e por um estilo único que transformou o Ghorwane num símbolo nacional. Ele relembrou o significado do nome da banda — inspirado no lago Ghorwane, em Chibuto, “um lago que nunca seca” — como metáfora da longevidade do grupo.
Já Carlos Gove destacou a renovação interna que mantém o projecto vivo:
“Esta energia dos 42 anos é apoiada por jovens a quem passamos o nosso legado. Entre 35 e 45 músicos já passaram pela banda. Celebramos com a força dessa juventude que garante o futuro desta história.”
Cultura como ponte entre gerações
O BCI reforça assim o seu compromisso com o desenvolvimento cultural do país e com iniciativas que preservam a memória artística, estimulam novos talentos e aproximam gerações. O banco pretende continuar a apoiar projectos que enriqueçam o panorama cultural moçambicano.
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