Angola reagiu à detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos, reafirmando seu compromisso com a soberania e independência dos Estados.
Segundo informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Angola enviou uma mensagem oficial de solidariedade a Caracas, destacando a necessidade de respeito pelo direito internacional e pela integridade territorial da Venezuela. O país africano soma-se a outras nações como Namíbia, Burkina Faso e Libéria, que também manifestaram apoio ao governo venezuelano.
Em paralelo, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) adotaram posturas cautelosas. Ambas as organizações pedem que a crise venezuelana seja resolvida por meio do diálogo inclusivo e pacífico, sem violar princípios internacionais de soberania e autodeterminação.
O Governo angolano, por sua vez, reforça que a solidariedade com Caracas não se trata apenas de um gesto político, mas de uma defesa de normas internacionais que protegem todos os Estados contra intervenções externas não autorizadas. Analistas apontam que Angola procura equilibrar relações diplomáticas com países africanos e latino-americanos, mantendo sua imagem de mediador e promotor de paz.
Conclusão: A posição de Angola demonstra a importância do respeito à soberania dos Estados em crises internacionais, reforçando o papel do país como voz ativa no continente africano em defesa do direito internacional e da paz.