O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane (VM7), veio a público reagir às críticas dirigidas à proposta de revisão dos símbolos nacionais, com especial incidência sobre a Bandeira de Moçambique, sublinhando que o debate público tem sido marcado mais por emoção do que por argumentos técnicos.

Falando em entrevista à Deutsche Welle (DW), Mondlane afirmou encarar as reações com tranquilidade, mas lamentou a ausência de análises fundamentadas ao documento apresentado pelo seu partido. Para o dirigente político, até ao momento não houve uma contestação técnica estruturada que confronte os fundamentos históricos e conceptuais da proposta.
“Não encontrei qualquer análise detalhada que questione tecnicamente o que foi apresentado”, afirmou, acrescentando que parte das reações revela uma fraca consciência histórica sobre a evolução dos símbolos nacionais e o seu significado no atual contexto do país.

VM7 defendeu ainda que a discussão sobre os símbolos da República deve ser conduzida com seriedade, conhecimento e sentido de responsabilidade histórica, alertando para os riscos de um debate baseado apenas em preconceitos ou numa rejeição automática a qualquer possibilidade de mudança, conforme apurou a DW.
O líder da ANAMOLA reafirma que a proposta pretende estimular um debate maduro sobre identidade nacional, num momento em que Moçambique enfrenta desafios profundos de coesão, memória histórica e futuro coletivo.
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