As eleições presidenciais em Uganda foram abaladas por episódios de violência, deixando pelo menos 12 pessoas mortas e dezenas de feridos em confrontos ocorridos na região central do país e na capital, Kampala. A situação aumenta a tensão política, enquanto o presidente Yoweri Museveni, no poder desde 1986, busca um novo mandato e lidera os resultados preliminares da votação.
No distrito de Butambala, sete indivíduos identificados como apoiadores do deputado opositor Muhammed Muwanga Kivumbi foram mortos por disparos de forças de segurança, e três ficaram feridos. Fontes locais afirmam que os incidentes ocorreram durante um confronto entre os manifestantes e agentes do governo, enquanto a polícia alega que a intervenção foi uma resposta a tentativas de invasão de centros de apuração. Por outro lado, opositores denunciam que os mortos foram alvejados em suas próprias residências, descrevendo o episódio como um ataque deliberado a civis.
Outros confrontos foram registrados em distritos próximos, incluindo Luweero e Kalungu, e em Kampala, onde protestos de simpatizantes da oposição bloquearam ruas e geraram respostas policiais com gás lacrimogéneo e disparos, resultando em mais feridos.
O contexto eleitoral também foi marcado por um apagão de internet nacional, imposto pelo governo sob a justificativa de prevenir desinformação, mas criticado por observadores como um fator que prejudica a transparência e o acompanhamento público do processo.
Especialistas e organizações de direitos humanos alertam para o risco de que os episódios de violência comprometam a estabilidade política do país, enquanto a Comissão Eleitoral promete divulgar os resultados finais nos próximos dias. Até lá, Uganda enfrenta uma situação crítica, com a sociedade dividida e sob forte clima de incerteza.
fonte : Reuters