Colisão frontal entre machibombo e mini-bus na EN1 deixa sete mortos e nove feridos. Excesso de velocidade e ultrapassagem perigosa apontados como causas.
A manhã deste domingo ficou marcada por mais uma tragédia rodoviária na Estrada Nacional Número 1 (EN1), no distrito da Manhiça, província de Maputo. Sete pessoas perderam a vida e nove ficaram gravemente feridas após uma violenta colisão frontal entre dois veículos de transporte de passageiros.
O acidente envolveu um machibombo Yutong da empresa City Link e uma viatura mini-bus tipo Quantum, ambos lotados e seguindo em sentido contrário. De acordo com informações recolhidas no local, os dois veículos circulavam a alta velocidade, num trecho reconhecido pela frequência de ultrapassagens arriscadas.
Dinâmica do acidente
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra claramente o momento crítico:
O machibombo, numa tentativa de ultrapassar vários veículos em sequência, invadiu a faixa contrária em plena linha contínua. Sem tempo para manobra ou travagem, acabou por embater de frente contra o mini-bus que seguia corretamente no seu sentido.
O impacto foi tão forte que o mini-bus foi violentamente empurrado para a berma, ficando praticamente destruído na parte dianteira. As imagens revelam o desespero de passageiros e transeuntes que correram para tentar prestar socorro imediato.
Consequências imediatas
As sete vítimas mortais foram declaradas no local pelas equipas de emergência. Os nove feridos, muitos deles em estado crítico, foram rapidamente transportados para o Hospital da Manhiça, onde continuam a receber cuidados médicos intensivos.
A Polícia de Trânsito deslocou-se ao local e abriu um processo para determinar responsabilidades criminais. Testemunhas confirmam que a ultrapassagem irregular do machibombo foi o fator determinante para a tragédia.
Um padrão que se repete — e que precisa de parar
Este acidente reacende um debate antigo e incômodo:
o excesso de velocidade, aliado à imprudência de alguns motoristas de transporte público, continua a matar famílias inteiras nas estradas moçambicanas.
O período festivo, tradicionalmente marcado por maior fluxo de passageiros, deveria ser acompanhado por maior prudência e fiscalização redobrada. No entanto, tragédias como esta mostram que ainda há um longo caminho a percorrer.
Mais do que lamentar números, é urgente repensar o comportamento dos motoristas, reforçar a fiscalização e responsabilizar de forma eficaz quem transforma as estradas do país em cenários de dor.
Apelo às autoridades e à sociedade
O sinistro da Manhiça deixa claro que:
- A fiscalização precisa ser mais rigorosa, especialmente com transportadores de passageiros.
- Empresas de transporte devem avaliar e disciplinar seus motoristas, garantindo formação contínua.
- Passageiros precisam exigir segurança e reportar comportamentos de risco.
Cada vida perdida é uma família destruída.
E cada acidente evitável é um alerta ignorado.
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