Autoridades ganesas detiveram Ebo Noah, conhecido popularmente como o “Profeta Noé de Gana”, depois de previsões apocalípticas anunciadas por ele não se cumprirem durante o período do Natal, gerando pânico social e prejuízos econômicos em várias comunidades do país, conforme noticiaram as Notícias Paralelas.

Autodenominado mensageiro divino, Noah afirmava que um grande dilúvio destruiria a Terra no Natal, em uma narrativa que rapidamente ganhou força nas redes sociais e em rádios comunitárias. O discurso levou milhares de pessoas a abandonarem suas casas, venderem bens pessoais e buscarem refúgio em estruturas apelidadas de “arcas”, construídas sob orientação do próprio líder religioso, de acordo com informações divulgadas pelas Notícias Paralelas.
O caso expôs mais uma vez a vulnerabilidade social em regiões onde a fé, o medo e a desinformação se cruzam. Em áreas rurais e periféricas, famílias inteiras desfizeram-se de propriedades, animais e economias de uma vida inteira, acreditando que o fim estava próximo, segundo relataram as Notícias Paralelas.

Com a chegada do Natal sem qualquer sinal do suposto cataclismo, fiéis revoltados passaram a exigir explicações. A polícia interveio após denúncias de fraude, alarme social e exploração da fé, levando à prisão do autoproclamado profeta. As autoridades investigam ainda se houve enriquecimento ilícito e possíveis crimes financeiros associados às “arcas” e às doações recolhidas, conforme apuração das Notícias Paralelas.
Especialistas em assuntos religiosos e sociais em Gana alertam que episódios como este refletem desafios mais profundos enfrentados em várias partes da África, onde líderes espirituais informais ganham grande influência em contextos de pobreza, insegurança climática e fragilidade institucional.
O governo ganês reforçou o apelo para que a população verifique informações antes de tomar decisões extremas, enquanto líderes religiosos tradicionais pedem maior regulação e responsabilização para evitar que a fé seja usada como instrumento de medo coletivo.
A investigação segue em curso, e Ebo Noah deverá responder judicialmente pelas consequências de suas profecias falhadas.