A Polícia da República de Moçambique (PRM) negou, esta terça-feira, ter morto garimpeiros no incidente recentemente registado no distrito de Mogovolas, na província de Nampula, esclarecendo que os indivíduos envolvidos pertenciam a um grupo conhecido por Naparamas, entre os quais estariam também alegados simpatizantes do partido ANAMOLA.
Em conferência de imprensa convocada para prestar esclarecimentos públicos, a PRM afirmou que o grupo estava munido de armas brancas e objectos contundentes e que, por volta das 4 horas da madrugada do dia 28 de Dezembro, lançou um ataque contra agentes da polícia destacados naquela região.
Segundo a versão apresentada pelas autoridades, durante o confronto um agente da PRM perdeu a vida, após ter sido atingido com pedras e catanas. Em resposta ao ataque, os agentes policiais reagiram com o objectivo de restabelecer a ordem pública, acção que culminou com a morte de seis indivíduos no local, elevando para sete o número total de vítimas mortais, incluindo o membro da corporação.
A PRM sublinhou que a sua actuação ocorreu no âmbito do cumprimento do dever constitucional de garantir a segurança pública e proteger a integridade física dos seus efectivos, reiterando que não irá tolerar actos de violência, desordem pública ou qualquer acção que ponha em causa a autoridade do Estado.
A corporação garantiu ainda que a situação em Mogovolas se encontra sob controlo, tendo apelado à população para manter a calma, evitar a disseminação de informações não confirmadas e colaborar com as autoridades na preservação da ordem e da legalidade. (Paula Nhampossa)