Três cidadãos moçambicanos foram detidos esta terça-feira por uma unidade especializada de combate ao crime da Polícia da África do Sul (SAPS), na zona informal de Snake Park, nos arredores de Rustenburg, província do Noroeste, no âmbito de uma operação baseada em informações de inteligência.
De acordo com as autoridades sul-africanas, dois dos suspeitos foram intercetados na posse de uma viatura que havia sido roubada em dezembro de 2025, na área informal de Bokamoso, também em Rustenburg. A detenção ocorreu após monitorização dos movimentos do veículo, considerado alvo de investigação por ligação a redes de criminalidade organizada.
Explosivos levantam suspeitas mais graves
No seguimento das diligências, a polícia conseguiu localizar e deter um terceiro indivíduo, igualmente de nacionalidade moçambicana, na mesma zona. Durante a abordagem, os agentes encontraram o suspeito na posse de material explosivo, cuja proveniência e finalidade continuam a ser apuradas pelas autoridades.
A presença de explosivos no caso aumentou o nível de alerta das forças de segurança, levantando suspeitas de possível ligação a crimes mais graves, incluindo assaltos armados ou outras atividades de elevada perigosidade.
Processo judicial em curso
Os três detidos deverão ser presentes ao Tribunal de Magistrados de Rustenburg na próxima quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, onde responderão, numa primeira fase, pelos crimes de posse de viatura roubada e posse ilegal de explosivos.
A SAPS informou ainda que as investigações continuam em curso e não está excluída a possibilidade de agravamento das acusações ou a inclusão de novos crimes, à medida que o processo evolui.
Contexto e impacto
Este caso surge num contexto de crescente preocupação com a atuação de redes transfronteiriças de criminalidade organizada na África Austral, envolvendo roubo de viaturas, tráfico de bens ilícitos e circulação ilegal de explosivos. As autoridades sul-africanas e moçambicanas têm vindo a reforçar a cooperação policial para travar este tipo de crimes, que representam uma ameaça à segurança pública em ambos os países. (Domingos camunga)