O Partido Anomola, liderado por Venâncio, reagiu com entusiasmo e forte carga simbólica à vitória da seleção nacional de futebol na CAN, afirmando que o triunfo representa mais do que um resultado desportivo, mas sim um sinal claro de que Moçambique está a ressurgir.
Numa mensagem divulgada após o jogo, o partido reconhece o sofrimento vivido dentro e fora das quatro linhas, sublinhando a pressão enfrentada pelos jogadores em campo. Ainda assim, destaca a postura do selecionador nacional, Chiquinho Conde, a quem atribui um papel central na tranquilização e motivação do grupo, ao encarar o futebol não apenas como competição, mas também como espaço de prazer, responsabilidade e crescimento coletivo.
“O CAN é um privilégio, e este privilégio duplicou, triplicou”, refere a nota, classificando a vitória como sofrida e suada, mas profundamente merecida. Para o Anomola, o resultado reforça a ideia de que o trabalho, quando bem orientado, pode ser também uma forma de realização e alegria.
A mensagem vai além do futebol e assume um tom nacionalista e mobilizador, defendendo que o sucesso dos Mambas prova que os moçambicanos são capazes de grandes conquistas em qualquer área, desde que haja confiança, liderança e união. “Não somos inferiores a ninguém”, sublinha o comunicado.
Mesmo relativizando o impacto do próximo jogo frente aos Camarões, o partido considera que a principal vitória já foi alcançada: a transmissão de uma mensagem de esperança, autoestima e capacidade coletiva ao povo moçambicano, num momento em que o país procura referências positivas e motivos de orgulho nacional.