O antigo líder da oposição do Zimbabué, Nelson Chamisa, anunciou oficialmente o seu regresso à política activa, dois anos após ter-se afastado da linha da frente, afirmando estar pronto para liderar uma nova iniciativa nacional centrada na mobilização dos cidadãos.

Em declarações à imprensa, Chamisa afirmou que está “de volta à pista”, sublinhando que o seu retorno não se traduz na reactivação de um partido político tradicional, mas sim na criação de um amplo movimento cívico destinado a unir os zimbabueanos em torno da defesa da democracia, da boa governação e da justiça social.
Segundo o político, a nova plataforma será um “movimento dos cidadãos”, aberto a todos, independentemente da filiação partidária anterior, etnia, raça ou posição social. Chamisa descreveu a iniciativa como inclusiva e enraizada na sociedade, defendendo que o descontentamento popular com a actual situação do país é generalizado.

“O nosso objectivo é criar um movimento orgânico, que represente a vontade real do povo”, afirmou, recusando-se, contudo, a revelar o nome oficial da nova estrutura, indicando apenas que este será anunciado oportunamente.
Durante a intervenção, Chamisa fez duras críticas ao actual estado da governação no Zimbabué, apontando a persistente crise económica, a instabilidade política e o que classificou como excessiva partidarização das instituições do Estado. Na sua visão, estes factores representam um desvio dos ideais que estiveram na base da independência do país.
O regresso de Nelson Chamisa à cena política surge num momento de crescente frustração social, marcado pelo agravamento do custo de vida, desemprego elevado e desconfiança generalizada nas instituições públicas. Analistas consideram que o anúncio poderá reconfigurar o espaço político zimbabueano, sobretudo se o novo movimento conseguir mobilizar sectores tradicionalmente afastados da política partidária.
Apesar de não ter avançado detalhes sobre uma eventual participação em futuros processos eleitorais, Chamisa deixou claro que a sua iniciativa pretende exercer pressão cívica e política para reformas profundas no sistema de governação do país. -vozafricano
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